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Depoimento de um cara do Google que viu o pior da Internet

Este depoimento foi adaptado do inglês, veja o original em Buzzfeed.

Sentado ao Sol em uma cafetería de uma empresa de tecnologia, este ex-empregado do Google descreveu o ano em que passou imerso em uns dos conteúdos mais obscuros da Internet. O papel dele no Google consistia principalmente em ver bestialidade, necrofilia, corpos mutilados (sangue, choques, decaptações, suicídios), fetiches explícitos (como pornô de fraldas, seja lá o que for isso) e pornografia infantil nos produtos da empresa – uma experência que ele achou assustadora. A companhia recusou-se a contratá-lo, ele era apenas como um temporário com um status de nada mais que um suporte de sistemas.

Entrevistando #6 - AnimaiS.O.S

Oh yeah! Hoje tem entrevistando. O entrevistado é o presidente fundador da ONG ANIMAIS.O.S. Marcos Brandão. Tudo começou por causa dessa matéria (aqui) e minhas orações foram atendidas. Fiquei curioso para saber como fazer uma adoção de um animal pela Internet, nem sabia que existia um site como esse, encontrei por acaso. Segue a entrevista.


LNB - Quais animais podem ser adotados no site? Como eles chegam até vocês e como são entregues?
AnimaiS.O.S - Os animais disponiveis para adoção são cães e gatos. Eles estão na casa de seus tutores e os mesmos os cadastram no sistema virtual do site. Deixamos os tutores terem o contato com o interessado para que vejam como seus animais serão tratados. A entrega fica a critério de cada tutor.

Qual a vantagem de se adotar um animal ao invés de comprar um filhote?
Muitas são as vantagens de adotar um amigo. Adotando, a pessoas tira a chance de mais um animal abandonado nas ruas a propria sorte e também ajuda a acabar com o comercio de animais, onde muitos sofrem maltratos apenas servindo como fonte de renda com suas crias. 

Há muita procura? 
Sim, hoje temos mais de 9.000 animais adotados pelo site. 

A fonte de renda da ONG é somente através de doações? Vocês recebem salário ou é trabalho voluntário?
Sim, toda a renda da ong é originada de doações.nenhuma ong pode remunerar seus diretores, mas podem pagar seus funcionários, que não é o nosso caso. Todos são voluntários e fazem seu trabalho por amor aos animais.

O serviço é gratificante? Qual a melhor parte do trabalho?
Não existe nada que pague um olhar de um animal agradecido! A melhor parte de um trabalho é salvar as pessoas de uma vida solitária com a ajuda de um amigo de quatro patas. 

Qual a vantagem de proteger animais da extinção? Quais são os métodos para isso?
Não existe uma vantagem, e sim um dever de todos. Não temos direito de decidir com deve ou não viver neste planta. Todos nascemos nele e todos somos dignos de respirar o mesmo ar.
Quem somos nós para exterminarmos uma raça, uma especie?
Quando hitler eliminou os judeus qual foi a atitude de todos? Pois é, porque não o mesmo para um rinoceronte negro? 

O método é simples, onde há comércio, há produto, onde não há produto, não existe comércio! A solução está dentro de cada um de nós.

As ONGs trabalham juntas ou é cada uma por si? Como fazer parte da ONG?
Ninguém ganha uma guerra sozinho. Precisamos de todos unidos. Fazer parte é simples, cuide dos seus, nossos e todos os animais, pois assim cada um estará fazendo parte da ONG. 

O Art. 225 da Constituição, no parágrafo 1º, inciso VII, diz que o Poder Público está incumbido de "proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade." Pra que tanto esforço em favor dos animais, algo que não pensa, não tem sentimentos, não raciocina e não fala, sendo que tem tanta gente vivendo em péssimas condições?
Quem disse que não pensam?(um cão atender ao seu chamado ja é pensamento)quem disse que não possuem sentimentos? (Já viu um corredor da morte de um abatedouro? Veja!) Raciocínio? (Quem mata outro animal por dinheiro?) Existem pessoas para ajudar pessoas, lindo! Nós ajudamos os animais!

Para saber mais sobre AnimaiS.O.S acesse:




Um professor meu disse que a Constituição garante a todos o direito de viver em um meio ambiente ecologicamente equilibrado e os animais são uma peça importante para isso.

Entrevistando #5 - Meus Nervos


Estava eu, feliz e contente navegando na Internet, olhando o twitter, quando vejo o Will Leite falando sobre o Tumblr dele, vou lá, dou uma passeada, e vejo ele falando sobre um cara que fazia desenhos sobre medicina, clico no link esperando ver desenhos extremamente técnicos sobre o corpo humano, órgão, etc, mas acabo me deparando com o Meus Nervos, um médico que faz tirinhas sobre o cotidiano de sua profissão. 


LNB - Qual cartunista você admira o trabalho? Há algum no qual você baseou seus traços?
 
Solon Maia -  Admiro o trabalho de muitos, mas destaco Angeli, Quino e Bill Watterson. São minhas grandes referências. Quanto à “nova guarda”, eu não poderia deixar de citar: Will Leite, Marco Oliveira e Orlandeli. Acompanho o trabalho dos caras diariamente.
Não baseio meu traço em nenhum desenhista, mas costumo dizer que sofro influência de todos. Sou colecionador de quadrinhos há uns 15 anos e, desde então, venho pegando um detalhe aqui outro ali, mas sempre tentando manter um estilo próprio. Continuo me aperfeiçoando, mas ouso dizer que a base do meu traço já está bem definida.
 
O Doutor dos seu desenhos é baseado em você mesmo?
 
As minhas primeiras tirinhas eram nada mais que desabafos, sendo assim, naturalmente usei a minha figura... A aceitação foi tão boa, que me incentivaram e convenceram a montar um blog. Nesse ponto pensei em mudar o visutal do doutor, mas já era tarde demais; as pessoas já estavam acostumadas, eu já tinha muito material pronto, e estava gostando da idéia de ser um personagem. Sem mencionar que basear o personagem numa figura real, dá um tom mais realista à coisa toda. Resolvi manter essa linha. Eu sou o doutor que você vê nas tirinhas.
 
Os desenhos são bem complexos, bem próximos de um ser humano real, cheios de sombra e com pouquíssimos retoques do computador. Quanto tempo uma obra demora pra ficar pronta?
 
Meus plantões são principalmente noturnos. Depois da meia noite o movimento cai bastante, mas ainda sim tem atendimento. Pra não ficar indo e voltando pro repouso, prefiro ficar no consultório; fico lá desenhando... Raramente faço isso em casa. Gasto em média uma hora para cada personagem; depois de prontos, montar a tirinha no computador é o de menos; meia hora no máximo. Em média, uma tirinha demora umas 2 horas.
 
 
E isso é um dom nato ou uma habilidade desenvolvida através de cursos?
 
Desenhar é um dom. Cursos ajudam aprimorar técnicas, a lidar com materiais diversos, mas não te ensinam a desenhar. Isso tem que partir de você. Quem não tem esse dom pode até ser “treinado” para fazer certos desenhos, mas os resultados não terão o mesmo requinte de quem nasceu para a coisa. Comecei um curso de desenho quando tinha 13 anos. Fiz umas 2 ou 3 aulas e abandonei. Os professores tiravam muito minha liberdade; tinha que pegar no lápis do jeito deles, não podia rodar o papel, não podia usar borracha, etc. Comecei a notar que meus desenhos estavam piorando! Pouco tempo depois fiz um curso de CorelDraw, que durou cerca de três meses, e nunca fiz mais nada.
 
Você consegue equilibrar bem a vida de médico, a de cartunista e a pessoal (médicos são cheios de plantões, emergências, etc)?
 
Esse lance de que “médico trabalha demais” é relativo. Eu costumo dizer que médico trabalha o tanto que se dispõe a trabalhar. Cada um tem suas necessidades e prioridades; no meu caso, prefiro ganhar um pouco menos e ter uma boa qualidade de vida. Dou em média 4 plantões de 12h por semana. Desenho, navego na internet, faço academia, namoro e vou pra rua toda sexta, sábado e domingo. É uma vida relativamente tranquila.
 
 
O curso de medicina é extremamente concorrido. Na sua opinião, a que você atribui essa procura? Ao amor pela profissão ou ao status que a ela agrega?
 
O principal motivo pela concorrência de medicina, ao meu ver, é a segurança que a profissão te proporciona. Quando você entra na faculdade, você passa o curso todo tendo a mais absoluta certeza de que ganhará razoavelmente bem. Não falo de ficar rico, falo de ganhar bem, de poder comprar seu apartamento, ter um bom carro, fazer algumas viajens e até poupar um pouco. A medicina ainda é, talvez, o único curso que te dá essa certeza. Amo minha profissão e faço tudo com muito gosto, mas não sou hipócrita para dizer que essa é a única razão para a minha escolha. Se eu pudesse, teria vivido apenas de desenho, mas tive muito medo e preferi seguir um caminho mais tradicional. Acho que fiz a coisa certa. Quanto ao status de médico, vejo que hoje em dia não é grande coisa, nem sei se existe mais! Infelizmente as pessoas tem certa repulsa à nossa classe. Pagamos o preço pelo alarde da mídia, pelos problemas com SUS e planos de saúde, e pelos poucos maus profissionais espalhados por aih. 
.
 
Qual a sua especialidade na medicina e por que você escolheu essa área?
 
Eu sou formado há quatro anos e ainda não me especializei. Tive uma vida um tanto conturbada desde então. ...Terminada a faculdade, me casei, tive uma filha, depois servi um ano na aeronáutica. A vida estava se acalmando, até que no final de 2008 descobri um tumor na base do crânio; quase fiquei louco achando que ia morrer, mas tudo terminou bem. No ano seguinte veio a separação, me mudei de estado, tive que começar tudo de novo... Aí fiquei na farra um ano e agora, em 2011, vou tentar a residência de ortopedia. São apenas três anos de especialização, as possibilidades são as mais variadas possíveis, e o mercado ainda é muito bom. ...Mas eu costumo dizer que tirando pediatria e ginecologia, eu faria qualquer especialidade.
 
As área nas quais um médico pode atuar são bem conhecidas, mas existe alguma para a qual poucos vão, há pouca procura, pouco interesse?

Há pouco interesse pela área do Programa de Saúde da Família e por áreas ligadas à pesquisa, devido à problemas com condições de trabalho, reconhecimento, baixa remuneração e incentivos. Geralmente quem escolhe essas áreas, ou é por um amor incondicional (o que é raro, pois sem comida na mesa, não há amor que dure) ou em carater temporário, infelizmente. Faltam medidas diversas para melhorar essa realidade, principalmente por parte do governo, pra variar.
 
Qual a área mais concorrida?

Até onde sei, as áreas mais concorridas são as de Dermatologia, Radiologia e Cirurgia Plástica. São as que proporcionam maior qualidade de vida... Por serem mais bem remuneradas, o médico pode trabalhar menos, fazer as coisas com mais calma, se estressar menos. Ele acaba agradando mais os pacientes, diminuindo a chance de erros e processos, enfim, pode trabalhar com excelência, pode ter paz. Isso é o que todo médico quer.
 
Eu sempre quis fazer essa próxima pergunta pra um médico.
 
Se um amigo ou conhecido chega na sua hora de folga e diz que está com uns sintomas estranhos, você:

a- diz para ele ir falar com você no consultório ou hospital no horário de trabalho?
 
Se é AMIGO, eu atendo à qualquer hora, com o maior prazer. Se é conhecido, peço para marcar consulta.
 
b- fala para o cara comprar vitaminas e falar com você na segunda?
 
Não prescrevo placebo pra ninguém... Vitaminas são para questões muito particulares; a população em geral não se beneficia em nada com elas. É, talvez, o maior mito na medicina. Geralmente prescrevo a coisa certa ou, na dúvida, não prescrevo nada.
 
 
c- receita o remédio certo, mas depois manda a conta pra ele?
 
Existe uma cultura das tais consultinhas de corredor, de elevador, de bar, de churrasco... As pessoas não entendem que isso é constrangedor e inapropriado. Definitivamente, é muito desagradável. ...Evito ao máximo, mas se faço, jamais falo em dinheiro.
 
d- outra opção:

 Acho que já é o bastante!  


Quer saber mais sobre Meus Nervos e o Doutor?


Entrevistando #4 - Will Tirando

Graças ao fato de meu e-mail não ter chegado a ele, houve uma demora na publicação...

Crítico-de-Livros.png

Nas próprias palavras do entrevistado, Will Tirando é:
Um cartunista metido a engraçadão que veio de uma pequena cidade do norte do Paraná, chamada Porecatu, mas hoje vive em Apucarana, paga menos de R$ 300,00 de aluguel, e leva uma vida saudável a base de miojo, empanado de frango e refrigerante. Will gosta dos Muppets, do cheiro de livro (só do cheiro), edredom e de falar de si mesmo na terceira pessoa. (Retirado do site dele)
Eu conheci o trabalho desse cara através do Chongas, ele tava fazendo o "Certo, Errado e Sem noção", vi as tirinhas, curti e coloquei o site dele nos Meus Favoritos. Bom, sem mais delongas... a entrevista.


LNB - De onde veio o "Tirando" de Will Tirando?

Will Tirando - Veio primeiramente da ideia de fazer tiras mesmo. A expressão 'tirando' na verdade não arremete a fazer tiras. Mas lembra. No mais, deixei o pessoal gerar outras alusões como 'tirando onda', 'tirando sarro', etc.

De onde você pega ideias para as tirinhas?

Na verdade não 'pego' ideias de um lugar específico... rsrs. Elas surgem! Nascem do nada. O trabalho maior está no fato de ficar sempre atento e ver situações simples do cotidiano como uma tira. Fazer tiras não é fazer pidas. É retratar o dia-a-dia através de ilustrações.

Quanto tempo demora pra uma obra ficar pronta?

Isso é relativo. Dependendo da tira leva algumas horas... outras levam poucos minutos. Já fiz tira que levei 10 minutos para ficar pronta (desde a busca da ideia, até a publicação no blog) e tem outras que levei algumas horas para concluir. A média é 45 minutos.

Fazer cartuns é um dom ou você teve que estudar pra atingir o patamar atual?

Não acredito que seja dom. Também nunca fiz cursos específicos na área. Essa coisa de quadrinhos na minha vida - que aliás é bem recente - vem do meu gosto pelo desenho. Mas foi necessário eu treinar muito e desenvolver técnicas e um traço próprio. E prefiro dizer que não atingi o patamar que eu almejo... ainda tenho que aprender muita coisa.

Quais são os, digamos, pré requisitos para se ser um cartunista?

Primeiro, gostar de desenhar. É mais importante que você goste do que saiba desenhar. Se faz com gosto, certamente fará bons trabalhos. Segundo, é importante que você seja observador, curioso. É bom que leia bastante - de tudo. Acho que ler estimula a criatividade.

Dá dinheiro?

Outra coisa relativa. Ganhar dinheiro através do quadrinho diretamente (publicação, direito de uso, etc) não parece ser muito fácil atualmente. É necessário paciência, insistência e sorte - além de um bom trabalho, claro. Mas há quem se utilize do quadrinho como forma de entretenimento num site/blog e ganhe dinheiro com publicidade. Aí, acho um pouco mais fácil.

Você tem/teve outros trabalhos?

Já tive vários outros trabalhos. Atualmente trabalho no setor de criação de uma empresa de comunicação. Sou formado em Publicidade e Propaganda, pós graduado em Design, Cognição e Mídia e faço quadrinhos por hobby. Mas pouco a pouco esse hobby tem se tornado mais sério e presente na minha vida. Por vezes mais sério do que minha própria profissão.

Atualmente só vive do site?*

Pois então... como dito na pergunta anterior, tenho um emprego paralelo ao WillTirando. Mas consigo tirar uma renda extra através do blog. Não é grande coisa, mas ajuda no orçamento mensal.

Você poderia fazer uma tirinha especial pra ocasião? (nem que seja pra daqui alguns meses, haha)

Acho que posso sim... mas 'pra daqui alguns meses' uhaahuahua.


Abraço! 


Para saber mais de Will Tirando:





*Agora , editando aqui, percebi que fiz duas perguntas praticamente iguais...
Obs.: Daqui alguns meses eu vou cobrar a tirinha, hein!!

Entrevistando #3 - Vida de Programador

Um dia, estava eu navegando pelo tuíter quando vejo o Vida de Programador. Visito o site do cara e vejo que é legal. Agora acompanho fielmente suas tirinhas, hahaha.


Se você tem vontade de estudar Ciência da Computação...

Um abraço ao Andre, dono do site.

LNB - Qual é o seu nome verdadeiro?
Vida de Programador Andre Noel (meu outro eu: http://andrenoel.com.br - @Andre_Noel)

De Onde surgiu a ideia para o twitter? E o site vidadeprogramador?
Eu queria fazer um twitter que fosse interessante, mas não sabia o quê. Um dia deu um estalo: "Sou programador e só isso já tem muitas coisas engraçadas...". Daí tentei várias alternativas de nomes até chegar em ProgramadorREAL (Real porque sou programador de verdade (mas nem todo mundo saca isso) e também pra ser meio irônico com as celebridades que usam "REAL" no twitter). O site surgiu depois, aproveitando que o número de seguidores cresceu rápido e me baseei no Vida de Suporte (com o aval dele).

A ideia inicial já era essa mesmo?
Não. Não sou desenhista e nunca tinha me imaginado desenhando. Mas foi muito bom eu ter aprendido um dia a usar programas de imagens vetoriais.

Você ainda trabalha como programador ou agora só vive do site?
Estou numa transição. Saí de uma software house e estou trabalhando em casa. O site tem ajudado muito. Só Deus sabe o futuro...

Você acredita em vida após a faculdade de ciência da computação?
Depende do que você considera como vida :) Mas eu, particularmente, estou muito bem casado, com um filho lindo e inteligente como eu...

Deixe aí algumas palavras para os nossos leitores.
A vida de programador é exaustiva, desgastante, temos que suportar situações absurdas (como vistas nas tirinhas), mas dá para se divertir bem (e se orgulhar de ser mais inteligente do que os outros :P). Só precisávamos nos impor mais para sermos mais respeitados.

Quer mais do Vida de Programador?


Entrevistando #2 - José Simão



Não acredito... O José Simão, colunista da folha (vulgo Macaco Simão), gente boníssima, respondeu à minha entrevista. Tô emocionado... huheruheur.
De acordo com ele: "Estou respondendo na correria, sem tempo algum, mas respondo porque você aprendeu a ler as colunas com a sua mãe". Ele disse isso pois no e-mail comentei que eu sou da segunda geração de leitores da coluna dele, aprendi com minha mãe.
Ele é um colunista que trata da política brasileira sempre com muito humor... bom acho que não precisa de muitas apresentações.
Segue a entrevista abaixo.


LNB - Você sempre foi colunista ou já trabalhou em outros lugares?
José Simão - Sempre trabalhei com letras. Já trabalhei em editoras, fiz traduções, curadoria de exposições e aulas de inglês!


Como surgiu a oportunidade para você trabalhar como colunista?

Estava sem grana e gostava de escrever, e a Folha abriu uma vaga para um suplemento chamado Casa e Compania, onde trabalhei com Lilian Pacce  (hoje no GNT) e Zeca Camargo ( hoje no Fantastico). Ou seja, em boa compania!

Você pensa na coluna mais como um trabalho ou como um hobby?
Como trabalho evidente! Eu faço humor telejornalisticio. A CNN do escracho! Não é hobby mas faço com o maior prazer. Não dá pra fazer um bom trabalho sem prazer, sem tesão!

De onde surgiram as expressões Macaco Simão, buemba-buemba, hoje só amanhã, colírio alucinógeno, nóis sofre, mas nóis goza?

  • Macaco Simão me chamavam assim no colégio. Era uma personagem da literatura infantil. E eu sou meio macaco, meio menino. Todo mundo gosta de macaco.  Está no inconsciente infantil de todo mundo!
  • Buemba, buemba veio do jornalista dos anos 50, Ibrahim Sued, que usava o "bomba! bomba!", mas eu queria algo mais escrachado, mais bagaça! 
  • Hoje só amanhã, ouvi essa expressão nas ruas da Bahia
  • Nóis sofre mas nóis goza é um bloco carnavalesco de Recife Olinda. E virou a minha filosofia de vida!
  • Colirio alucinógeno, não lembro, hahaha!


De onde você tira ideias para escrever a coluna?

Do Brasil! 

Você trabalha exclusivamente pra Folha ou tem um segundo emprego?
Sou um escravo da midia, hahahaha, Coluna diaria na Folha. Quadro diario na Bandnews FM. E telejornal humoristico tres vezes por semana no UOL!

O que te fez decidir por escrever um livro?
Queria escrever a História Recente do Brasil. Recente e indecente, hahaha. Fazer um retrato bem humorado e amoroso do Brasil. Uma caricatura. Mas com amor. Eu amo o Brasil!

Quer mais de José Simão?



Valeu Zé Simão, grande abraço.

Entrevistando #1

Publicitário

O primeiro entrevistado é um amigo meu, um publicitário com todas as características que o figurino manda.
Segue aí a entrevista com o Marivaldo Cândido da Silva Júnior, vulgo Junin
Grande abç, Junin.


Livro No Book: O que é importante uma pessoa ter para ser um publicitário?
Junin: O mais importante na publicidade, ao contrário do que o povo pensa, não é a criatividade e sim a 'mente aberta'. Um bom publicitário tem que ter a mente aberta para conhecer de tudo, inclusive do que não gosta. Isso forma um repertório mental bacana que pode ser usado para tirar ideias, se estivermos falando de criação. Claro que o publicitário também tem um pouco de vendedor, então o poder de convencer e persuadir também conta muito no processo, mas a mente solta realmente define um profissional do ramo.

Onde um publicitário pode atuar?
Em tudo. Nas agências tradicionais, com cultura, arte e por aí vai... lógico que a agência é a 'casa' do publicitário, mas é normal ver 'colegas' no rádio, na música, na comédia... O bacana da publicidade é que não existe um lugar fixo, como um consultório médico. Podemos estar em qualquer lugar, atendendo diversos tipos de clientes e anunciando vários tipos de produtos, aprendendo sempre de tudo um pouco.

Você já trabalhou em que áreas?
Sempre no ramo da comunicação. O mais 'fora do padrão' foi um curto período ajudando a administrar uma empresa que prestava serviços pra Embratel. Ali era menos criação e mais papelada, Excel...

Hoje você trabalha com o que?
Hoje eu trabalho com web, comunicação e jornalismo de games.

Deixe aí uma palavras pros leitores que estão indecisos sobre que profissão seguir.
Seu futuro profissional depende muito dessa escolha. Infelizmente não são todas as escolas que se preocupam em ajudar o aluno a descobrir sua carreira, por isso, faça você mesmo: descubra o que você sabe fazer de melhor e/ou o que te dá prazer de fazer. Também é legal ver qual ambiente de trabalho é mais a sua cara: consultório, escritório, uma sala de criação, um laboratório fotográfico... Leia, pesquise, pergunte, visite locais de trabalho do seu interesse com seus amigos e o principal: escolha algo que te faça bem e que dê um bom retorno financeiro, nesta ordem, não ao contrário.

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Daqui a alguns dias estarei postando entrevistas com famosos (tentarei pelo menos), famosos desconhecidos e desconhecidos famosos. Enquanto isso, fique com nosso comerciais:

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